Segurança Publicada

dezembro 10, 2007

Um novo desafio

Arquivado em: Sem-categoria — Mayara de Araújo @ 5:43 pm

Após essa entrevista que aqui disponibilizei em PodCast, fiquei pensando: certo, falamos muito sobre segurança pública, fizemos parte da nossa parte, mas será que é só isso?

E me pergunto em como tratar de segurança sem necessariamente cair nas questões policiais. Porque se refletirmos sobre isso, a polícia é o ente último da segurança, é o controle social, é a voz da força, como ela pode ser a protagonista? Alguns bons aspectos ao longo da história das nossa sociedade, aqui me referindo ao âmbito nacional, nos levou a protagonizar a polícia como o ente primeiro das questões de segurança e, na verdade, já isso é preocupante.

Sendo assim, quem é o entre primeiro? Que aspecto é protagonista quando se fala em segurança? Alguém discorda do meu ponto de vista?

Nos Vemos.

dezembro 7, 2007

PodCast | Entrevista com pesquisadores

Arquivado em: Sem-categoria — Mayara de Araújo @ 12:38 pm

Este é o link dos blocos da entrevista que fiz com dois integrantes do Laboratório de Estudos da violência (LEV) e do grupo de estudos Conflitualidade e Violência (COVIO), os professores Giovani Jacob e Fábio Paiva.

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=2917

São uns 30 minutos de conversa em que eles discutem a prepação dos policiais cearenses, o filme Tropa de elite, o império do narcotráfico, o projeto Ronda do Quarteirão e etc.

Confiram, vale a pena!

Contando do começo ou Estudos de recepção, um caminho inverso.

Arquivado em: Sem-categoria — Mayara de Araújo @ 11:30 am

Na tentativa de responder parte dessas perguntas lançadas no post anterior, parti pra pesquisa. Mas por onde começar? Essa é uma boa pergunta.

Não sou lá muito indicada para falar aqui de metodologias de trabalhos científicos e afins, ainda sou nova no curso para dar aqui aula de pesquisa e o objetivo mesmo não é esse. Só sei que durante esse primeiro período de recorte, tive a necessidade de bibliografia.

Precisava ler para saber onde queria chegar e hoje, encerrando meus seis meses iniciais de um projeto, é interessante a sensação de estar voltando para o mesmo lugar, como os tornados que se impulsionam para frente, mas em movimentos circulares.

Após boas leituras sobre segurança pública, sobre jornalismo especializado e programas policiais, pude enfim partir pra onde decidi que queria: a rua. Estava na hora de ver o rosto daqueles números presentes em estatísticas do IBOPE, na hora de descobrir quem é que assiste programa policial e por que.

Mas de que modo chegar até eles? Que forma seria mais rica? Foi quando descobri a Observação Participante, um método de pesquisa utilizado por antropólogos e sociólogos que consiste em conviver com seu objeto. Ir até ele, estar com ele, e assim observá-lo em suas ações mais espontâneas, sem a possibilidade de teatro ou de timidez muitas vezes gerada pela entrevista, pelo gravador.

Perfeito. Como uma luva.

Fazendo uso da Observação Participante, fui às ruas fazer um caminho inverso, pouco estimulado nesses nossos tempos de monopólio da mídia: o estudo de recepção.

Estudar o receptor nada mais é que fazer algo simples, quase essencial, perguntar a alguém o que ele prefere assistir e porquê.

Em uma situação ideal, seria lógico que isso fosse estimulado pelas próprias emissoras, numa atitude de aceitação de um feedback dos espectadores. Mas sejamos francos, quem dessa fatia midiática está realmente preocupado em ouvir seus consumidores, não é?

Assim sendo, resta ao pesquisador caminhar contra a corrente em busca de algo muito simples, que se torna cada vez mais interessante a medida que ele se aproxima e senta na mesa de um bar pra assistir TV com um desconhecido: conhecimento do outro. 

dezembro 5, 2007

Um pouco de primeiras experiências e um muito de objetivos

Arquivado em: Sem-categoria — Mayara de Araújo @ 7:22 pm

O interesse por segurança pública surgiu ao acaso. Creio que todas as pessoas que caminham pelas ruas, andam de ônibus ou têm seus carros, sentem a necessidade de se sentirem seguras, e mais, de que isso seja, de fato, um direito garantido pelo Estado a todo ente público.

Em casa, tinha o hábito (aliás, costume familiar) de assistir a programas policiais, à hora do almoço. Ao entrar para o curso de jornalismo, a discrepância visível de opiniões entre a Academia e os espectadores do Nonato Albuquerque. Uma pergunta: por quê?

Porque, então, as pessoas assistem a esses programas policiais, tão criticados dentro das universidades? E porque os pesquisadores universitários criticam tanto esses programas? Será mesmo somente ingenuidade da massa receptora, como postula Muniz Sodré em seu livro A Comunicação do Grotesco?

Duvidei. Mas a dúvida serve para isso mesmo, para incitar a investigação, a pesquisa, a busca.

Por isso estudar a segurança publicada pelos meios de comunicação: para entender por que as pessoas assistem a esses programas (que inegavelmente são os que, independente da qualidade de cobertura, mais veiculam discussões sobre esse tema) e, ao longo desse estudo, somar outras tantas ações e discussões, como avaliar a cobertura desses conteúdos jornalísticos, ou por outra, fazer um estudo de gênero para identificar se esses conteúdos são mesmo jornalísticos; desenhar alternativas para eles; analisar a editoria de polícia no meio televisivo, no rádio de freqüência AM; e o desafio de falar de segurança pública sem se limitar à policia.

Segurança pública está longe de ser somente caso de polícia e não é difícil perceber isso. Difícil é encontrar meio ou conteúdo jornalístico que não se limite a tratá-la como caso de polícia. E, incontinenti, a pergunta: cercear as discussões de segurança interessa a quem?

Que poder (ou poderes) está(ão) por trás disso? Quem se beneficia quando a segurança pública é diminuída, é mal cuidada?

Deixo, por hora, esta pergunta.

Nos Vemos.

A necessidade do Segurança Publicada ou a necessidade de ver publicada a segurança.

Arquivado em: Sem-categoria — Mayara de Araújo @ 4:47 am

Este blog foi criado com o objetivo de expôr por um tempo maior de compreensão e discussão aquilo que comentamos com os vizinhos, pelas ruas, nas salas de aulas, ou mesmo em mesas de bar.

 

Longe de qualquer proposta elitista (ainda que, de leve, o layout possa dar a entender), o Segurança Publicada é criado hoje com o intuito de maximizar debates importantes sobre segurança pública que se perdem nas palavras ou nas folhas soltas, rabiscadas ao acaso.

 

Procurarei aqui expôr um tanto das minhas pesquisas sobre essa relação tão íntima e delicada existente entre segurança e jornalismo, permeada de embates éticos, mas sobretudo, políticos.

 

E tentarei aqui estimular a compreensão da segurança pública como uma problemática que supera os limites dos casos de polícia, enquanto descubro e aprendo junto com vocês, por que blogs também servem pra isso.

 

Então, nos vemos.

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